segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Bairro da Boa Vista

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO
DISCIPLINA: HISTORIA DA CULTURA
PROFESSOR: SEVERINO VICENTE DA SILVA
CURSO: TURISMO / 1º PERÍODO/ TARDE






BAIRRO DA BOA VISTA



Escrito por

RAQUEL FERNANDES
RENNAN CARVALHO
ROBERTA WANESSA
TAYUA WEBSTER




RECIFE, MAIO DE 2009.







Trabalho apresentado à disciplina
História da Cultura, do curso de Turismo,
da Universidade Federal de Pernambuco,
ministrada pelo professor Severino Vicente da Silva.








“A Rua Nova é relativamente velha. A Rua Velha é relativamente nova./ fiquei triste na Rua da Alegria (...) Assisti a uma briga na Rua da União que começou num bar agitado da Rua do Sossego (...) Na Rua do Hospício não encontrei nenhum maluco/ Mas na Rua 7 de setembro tem gente dependente/ E na Rua do Príncipe mora um excêntrico plebeu/ fiquei cego de paixão na Conde da Boa Vista (...) Mas o pôr-do-sol na Rua da Aurora é lindo.”


Ruas paradoxais, de Ednaldo Pessoa.



Apresentação
2. Contexto Histórico
2.1 História do bairro
2.2 Origem do Nome
2.3 Dados Geográficos
2.4 Ruas e Avenidas
2.5 Ponte 6 de Março
2.6 Ponte da Boa Vista
2.7 Ponte Duarte Coelho
2.8 Ponte Princesa Isabel
2.9 Praça Maciel Pinheiro
2.10 Praça Chora Menino
2.11 Praça Adolfo Cirne
2.12 Faculdade de Direito
2.13 Universidade Católica de Pernambuco
2.14 Faculdade Frassineti do Recife – FAFIRE
2.15 Câmara Municipal
2.16 Assembléia legislativa
2.17 Mercado da Boa vista
2.18 Igreja Matriz da Boa Vista
2.19 Colégio Salesiano
2.20 Colégio São José
2.21 Colégio Marista
2.22 Teatro do Parque
2.23 Teatro Valdemar de Oliveira
2.24 Cinema São Luis
2.25 Parque 13 de Maio
2.26 Biblioteca Pública Estadual
2.27 Instituto Arqueológico, Histórico e geográfico Pernambucano
2.28 Museu de Artes Moderna Aloísio Magalhães
2.29 Hospital geral do Recife
3. Conclusão
4. Referências
5. Anexos






APRESENTAÇÃO

O presente trabalho tem como tema central a história do bairro da Boa vista e seus monumentos históricos, juntamente com lugares que caracterizam o bairro.
Tem enorme relevância não só para estudiosos, mas por todas as pessoas que freqüentam o bairro quase que diariamente. Aborda-se nele a história de pontes, ruas e avenidas, praças, lugares com enfoque a educação, como a faculdade de direito, faculdade FAFIRE, Universidade Católica de Pernambuco e colégios considerados antigos, como Salesiano, São José e Marista, além do grande acervo de livros da Biblioteca pública Estadual; sabendo da preocupação da população com o lazer Boa Vista dota-se de teatros, como Teatro do Parque e Teatro Valdemar de Oliveira, Cinema a ser reaberto no próximo semestre, o antigo São Luiz, comporta-se também um Shopping Center e um Parque, o chamado 13 de Maio; dando ênfase a religiosidade cristã/católica, é na Boa Vista que está localizada a Igreja Matriz da Boa Vista; merece-se destaque a ramificação da política, por nesse bairro está localizado a Câmara Municipal e Assembléia Legislativa; além de como todo bairro populoso em Boa Vista é encontrado o Hospital Geral do Recife; nele também irá encontrar a história de um importante mercado para o Recife, o Mercado da Boa Vista; e para preservar toda essa história temos o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco e o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães.
Sabendo de sua riqueza histórica, iremos sempre, em todos os pontos abordados a seguir, remeter às origens, fundamentando a importância de tal memorização.




CONTEXTO HISTÓRICO

História do Bairro


Durante o período da ocupação em Pernambuco (1630-1654), os holandeses construíram também algumas pontes. Uma delas favoreceu o surgimento de uma povoação e das tradicionais ruas Velha, da Matriz e da Glória. Vale registrar que, nesta última, recentemente, foi descoberto o primeiro Cemitério Judeu das Américas, criado durante o período de ocupação batava, e o funcionamento da Sinagoga Kahal Zur Israel, também a primeira das Américas.

No século XIX, quando a Ponte da Boa Vista foi construída, aterraram a área em suas proximidades, fazendo surgir a Rua do Aterro, hoje chamada de Imperatriz Tereza Cristina, bem como as ruas da Aurora e Formosa, atualmente, chamada de avenida Conde da Boa Vista. Posteriormente, outros mangues foram aterrados, dando margem ao surgimento do Ginásio Pernambucano, da Assembléia Legislativa e da Fundição d´Aurora.

No bairro da Boa Vista, encontra-se o tradicional Parque 13 Maio. Até a segunda metade do século XIX, época em que a camboa do Riachuelo foi aterrada, as terras que atualmente, fazem parte do parque pertenciam à Ilha do Rato, um acidente geográfico flúvio-marinho de contornos incertos. No lado sul da ilha, manguezais e alagados jaziam inaproveitados. Esse terreno era chamado de Passeio Público 13 de Maio. Naquela época, foi elaborado o primeiro projeto para a construção de um parque propriamente dito e, nele, estavam incluídos o espaço do jardim da Faculdade de Direito do Recife, e as terras que vão desta Faculdade até a Ponte Princesa Isabel. Inaugurado em 1939, e medindo 6,9 hectares, o Parque 13 de Maio foi o primeiro parque urbano histórico do Recife e teve Burle Marx como paisagista. Na década de 1950, uma quarta parte da área do parque foi utilizada pelo Governo para a construção da Biblioteca Pública de Pernambuco, além de quatro escolas públicas.



Origem do nome


A denominação “Boa vista” teve sua origem no Palácio da Boa vista (ou Schoozit, em holandês), que foi construído no Recife por Maurício de Nassau, em 1643, para o seu repouso e lazer. O palácio ficava ás margens do rio Capibaribe, na ilha de Antônio Vaz, atual bairro de Santo Antônio e, como apreciava muito a bela paisagem, Nassau assim a designou.


Dados Geográficos

Localização: situa-se na RPA: 1, Microrregião: 1.2

Área Territorial (hectare): 181,4

População Residente (2000): 14.033 hab

Taxa Geométrica de Crescimento Anual (1991/2000): -2,15

População Residente por Sexo: Masculina: 5.864
Feminina: 8.169

População por Faixa Etária: 0 - 4 anos: 564
5 - 14 anos: 1.477
15 - 39 anos: 5.968
40 - 59 anos: 3.550
60 anos e mais: 2.474

Taxa de Alfabetização da População de 15 anos e mais: 97,35

Número Total de Domicílios 5.322
Domicílios Particulares: 4.920
Domicílios Particulares Permanentes: 4.894
Domicílios Particulares Improvisados: 26
Unidades em Domicílio Coletivo: 402

Densidade: Demográfica (Habitante/Hectare): 77,36
Domiciliar (Habitante/Domicílio): 2,64

Proporção de Mulheres Responsáveis Pelo Domicílio: 51,31

Quantitativo de Imóveis por Uso (IPTU/Sec. de Finanças):
Imóveis Residenciais: 7.695
Imóveis não Residenciais: 5.206
Terrenos: 2.277

Rendimento Nominal Médio Mensal dos Responsáveis por Domicílios com Rendimento Mensal: Total: R$ 1.737,96

Rendimento Nominal Mediano Mensal dos Responsáveis por Domicílios com Rendimento Mensal: Total: R$ 1.097,50
Mapa anexado, pág. 47

Ruas e Avenidas
A primeira rua que sai da Praça Maciel Pinheiro, o coração do Recife, é a Rua Imperatriz Tereza Cristina, onde se concentram lojas comerciais e a Igreja-Matriz da Boa Vista. Outra é a Rua do Aragão, local que abriga o comércio de móveis. A Rua Manoel Borba é a terceira que sai da Praça. Nela estão muitas óticas e o Hotel Central, o primeiro prédio alto da cidade. No fim daquela rua, chega-se à Praça Chora Menino.

A quarta rua que sai da Praça Maciel Pinheiro é a do Hospício. Em seu número 81, vê-se o Teatro do Parque e, no imóvel de número 130, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, o primeiro instituto histórico regional do Brasil, fundado em 1862. A alguns metros do Teatro do Parque, na Rua Martins Júnior número 29, encontra-se a Sinagoga Israelita do Recife, inaugurada em 1926.

A quinta rua que sai da Praça Maciel Pinheiro é a da Conceição, onde se encontram as casas de leilões e a Igreja Rosário da Boa Vista, templo no qual estão os restos mortais de Gervásio Pires e Pereira da Costa. Finalmente, as ruas da Matriz e da Alegria representam a sexta e sétima vias que partem daquele logradouro público. Em uma transversal dessas vias, situa-se a Rosário da Boa Vista, uma rua estreita que desemboca no Pátio de Santa Cruz.

Nesse Pátio, está situada a Igreja de Santa Cruz, concluída entre os anos de 1725 e 1732. No Pátio da Santa Cruz também encontram-se muitas ruas importantes. Uma delas é a Barão de São Borja, em cuja esquina se localiza o Centro de Saúde Gouveia de Barros, e onde existia o Cinema Politeama, o Colégio Pedro Augusto e a Escola Oliveira Lima. Do Pátio da Santa Cruz, passa também a Gervásio Pires, uma longa rua onde está o Mercado da Boa Vista. Seguindo-se essa rua, é possível se chegar, por um lado, no bairro dos Coelhos e, por outro, na Avenida Mário Melo, via próxima ao Cemitério de Santo Amaro, já no bairro de Santo Amaro.

Na Rua Dom Bosco, que começa na Praça Chora Menino e no final da rua Manoel Borba, foi construído o Cinema Boa Vista, hoje transformado em loja comercial. Pouco mais adiante, encontra-se a Rua das Fronteiras, onde está situada a Igreja das Fronteiras, que serviu de residência a Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo do Recife e de Olinda.

No bairro da Boa Vista, estão ainda, entre outras, as ruas do Riachuelo, do Progresso, Giriquiti, Barão de São Borja e José de Alencar.






Ponte 6 de Março (Antiga Ponte Velha) - Construída em 1921 no mesmo lugar onde existia uma outra de origem holandesa, a Ponte 6 de Março está localizada em frente à popular Rua Velha. Talvez, por esse motivo, ela ficou conhecida entre os recifenses como a Antiga Ponte Velha. O apelido reina até hoje, mesmo depois de instalada uma placa de ferro com a inscrição Ponte Nova. Do local, os visitantes podem ter uma visão primorosa da Casa da Cultura, reduto do artesanato nordestino - um ótimo convite para as compras.Fica entre a Rua Cunha, no bairro de Santo Antônio, e a Rua Velha, na Boa Vista.





Ponte da Boa Vista - Apesar de construída em 1737, a atual estrutura da Ponte da Boa Vista foi erguida na Inglaterra apenas em 1876. Feita em ferro batido, a ponte apresenta pequenos ladrilhos que se encaixam em forma de losangos. Com o passar do tempo, a ponte passou por várias reformas, mas conseguiu conservar nas suas extremidades as pilastras de metal e o Brasão Imperial, assim como as inscrições em relevo sobre a história de Pernambuco. O local possui um tráfego intenso de pedestres, ambulantes e carros. Fica entre a Rua Nova, no bairro de Santo Antônio, e a Imperatriz, no bairro da Boa Vista.



Ponte Duarte Coelho - Construída em 1941, no mesmo lugar onde existia uma outra metálica chamada de Ponte da Maxabomba, a Ponte Duarte Coelho só foi inaugurada dois anos mais tarde, com cerca de 140 metros de extensão. Pilastras grossas de concreto e pequenos pilares de granito rosa dão forma a sua estrutura. O espaço reservado aos pedestres é todo revestido em mosaico vermelho. Fica Entre as Avenidas Guararapes, no bairro de Santo Antônio, e a Conde da Boa Vista, na Boa Vista.






Ponte Princesa Isabel - O Bairro do Recife e a cidade de Olinda podem ser contemplados desta ponte, a primeira feita em ferro no Recife. Sua estrutura foi projetada pelo engenheiro francês Louis Vauthier, o mesmo que fez o Teatro Santa Isabel e a Academia Pernambucana de Letras. A princípio, a ponte recebeu o nome de D.Pedro II, mas não demorou a se render ao nome da rua e do teatro que a cercam. Fica entre a Praça da República, no bairro de Santo Antônio, e a Santa Isabel, na Boa Vista.





Praça Maciel Pinheiro


Inaugurada a 7 de setembro de 1876 em comemoração da vitória brasileira na Guerra do Paraguai (1864/187), só em 1889, com a Proclamação da República, passou a ser chamada de Praça Maciel Pinheiro, em homenagem ao advogado paraibano, promotor e juiz, Luís Ferreira Maciel Pinheiro, voluntário da Guerra do Paraguai. Recebeu vários nomes antes do atual, como Largo do Aterro, com a construção da Igreja, que passou a ser chamado de Praça de Boa Vista, e em 1870, que foi denominada de Conde D’Eu (Luís Filipe Gastão de Órleans, esposo da Princesa Isabel, francês naturalizado brasileiro e que substituiu Caxias no comando de tropas brasileiras na Guerra do Paraguai).

Em 1846, para abastecimento de água no bairro, foi instalado um chafariz da Companhia do Beberibe, substituído em 1875 por uma fonte monumental de cantaria de Lisboa, que dá base até a coroa mede 7,85 metros, trabalho do artista português Antônio Moreira Ratto. Na fonte estão esculpidos quatro leões, sustentando uma grande bacia de 3,18 metros de diâmetro, onde há quatro figuras femininas com 1,60 metros cada uma, que recebem água de uma segunda bacia de 2,11 metros de diâmetro. Segue-se uma coluna e mais uma terceira bacia onde estão três máscaras de onde jorra água. Coroando a fonte está a figura de uma índia, adornada com penas na cintura, cocar, arco e flecha e colar de búzios.

Situada no coração de Bairro da Boa Vista, a Praça Maciel Pinheiro era o reduto preferencial de convivência da comunidade judaica do recife, pois decorrente do anti-semitismo e das graves perseguições racistas, antes da II Guerra Mundial, muitas famílias judias vieram morar no bairro da Boa Vista. A praça virou então o principal fórum de encontros e debates por parte dos imigrantes, o que mais se ouvia era o lídiche, língua falada pelos askenazim, os judeus da Europa Oriental.

Em frente à praça, no nº 387, viveu a sua infância a escritora Clarice Lispector, por isso a estátua em sua homenagem, imagem da escritora sentada com uma máquina de datilografia no colo do lado da fonte.


Praça Chora Menino

Fica próxima ao Colégio Salesiano, à Praça do Derby e às ruas do Progresso e das Ninfas, é hoje uma simples confluência de vias. Mas sua fama e nome datam do século XIX. No ano de 1831, Recife enfrentou a revolta Setembrizada, rebelião, sem qualquer apoio político, de soldados rasos, encerrada com o assassinato de cerca de 300 pessoas nas imediações daquela praça.
O nome vem de relatos que começaram a circular tempos depois da Setembrizada, os quais dizia-se que quem passasse altas horas da noite perto da praça ouvia sempre choro de menino, devido a lenda abordar que muitas crianças foram enterradas no local onde hoje fica a praça.
Ao lado da praça está uma livraria, onde foi o Cinema Boa Vista: em frente dela, um conjunto de apartamentos, construído onde foi a casa do usineiro Francisco Pessoa de Queiroz, incendiada e metralhada nas manifestações da Revolução de 30.





Praça Adolfo Cirne

Ao final da rua do hospício encontra-se a Praça Adolfo Cirne, na frente da Faculdade de Direito. Na praça que homenageia o ilustre paraibano e Diretor da Faculdade de Direito, Adolfo Cirne, estão dispostos bustos e estátuas que fizeram parte da glória da faculdade, ou das histórias que ajudaram a escrever: do poeta Carlos Pena Filho; de Tobias Barreto, fundador da escola de Recife; de Paula Batista, grande jurista e referência obrigatória em direito processual; de Demócrito de Souza Filho, morto pela intolerância na redemocratização de 1945; Visconde de São João Leopoldo, paulista que como ministro referendou nosso curso jurídico; de Martins Júnior, escritor e professor de Direito; e de Aprígio Guimarães, professor e ex-diretor da Faculdade.




Faculdade de Direito

A Faculdade de Direito do Recife pertence à Universidade Federal de Pernambuco e teve seu prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O curso jurídico foi criado, simultaneamente, na cidade de São Paulo e em Olinda, em 11 de agosto de 1827, pela carta de Lei do imperador Pedro I, foram os dois primeiros cursos superiores do Brasil. Instalado no dia 15 de maio de 1828, no mosteiro de São Bento, passando a funcionar em dependências cedidas pelos monges beneditinos.

Em 1852, o Curso foi transferido do mosteiro de São Bento para o palácio dos antigos governadores, prédio reformado situado no alto da Ladeira do Varadouro, em Olinda, que ficou conhecido pelo nome de Academia. Em 1854, a Academia transferiu-se para a Rua do Hospício, no Recife, onde hoje se encontra o Hospital Geral do Exército. Depois, em 1862, no colégio dos Jesuítas, ao lado da Igreja do Espírito Santo, na Praça 17. Em 1912, mudou-se para o prédio onde funciona até hoje, na Praça Dr. Adolfo Cirne, no Recife, depois de concluídas as obras no Governo da República.

O prédio construído por José de Almeida Pernambuco, ocupa uma área de 3.600 metros quadrados, no centro de uma área ajardinada e seu projeto arquitetônico, eclético, com predominância do estilo neo-clássico, com portões de entrada em arcos romanos, um zimbório e três estátuas de mulheres, é de autoria do arquiteto francês Gustave Varin. No pátio interno um busto de Castro Alves e no andar superior uma galeria de quadros com nossos governantes.

Desde os seus primeiros anos de existência atuava não apenas como um centro de formação de bacharéis, mas, principalmente, como escola de Filosofia, Ciências e Letras, tornando-se célebre pelas discussões e polêmicas que empolgavam a sociedade da época. Foi nela, onde nasceu e floresceu o movimento intelectual poético, crítico, filosófico, sociológico, folclórico e jurídico conhecido como a Escola do Recife, nos anos de 1860 e 1880 e cujo líder era o sergipano Tobias Barreto de Meneses, virando assim patrono da Faculdade de Direito do Recife.

Possui uma grande biblioteca com mais de 100.000 volumes, muitos deles raros e preciosos, nas áreas de direito, filosofia, história e literatura.




Universidade Católica de Pernambuco

Situada na Rua do Príncipe, foi criada em 27 de setembro de 1951 e reconhecida pelo Governo Federal através do Decreto 30.417 de 18 de janeiro de 1952. A idéia surgiu quando Dom Sebastião Leme assumiu a Arquidiocese. No entanto, já em 1943, o Padre Antônio dos Santos Abranches fundava a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Padre Manuel da Nóbrega, atualmente Faculdade de Filosofia da UNICAP.

Em seu desenvolvimento, a Universidade conheceu incorporação, agregação ou criação de faculdades, institutos ou escola superior, até aplicar, em 1974, a reforma universitária, preconizada em lei, adotando o modelo ternário homogêneo de reitoria, centros e departamentos.

Hoje, a Unicap faz parte de um grupo de mais de 200 universidades espalhadas pelo mundo, uma rede de instituições católicas de ensino superior com instituições predominantemente na Europa e na América Latina.

A Católica é composta por dez prédios no seu campus da Boa Vista, teve dez de seus cursos listados entre os melhores do país, segundo o Guia do Estudante, da Editora Abril em 2007 e em 2008 a universidade foi apontada pelo Ministério da Educação como a melhor universidade particular de Pernambuco.





Faculdade Frassinetti do Recife -FAFIRE

A Faculdade Frassinetti do Recife - FAFIRE - antes denominada Faculdade de Filosofia do Recife, é uma das primeiras escolas de nível superior de Pernambuco e do Nordeste brasileiro em funcionamento nos dias atuais.

A mudança do nome da Instituição surgiu diante da possibilidade de ampliação das
áreas de conhecimento, através da implantação de novos cursos, cujas propostas
passam a abranger outros campos de estudos.

A FAFIRE foi fundada em 1940, sendo reconhecida através do Decreto-lei nº 13.583, de 5 de outubro de 1943, oferecendo os cursos de Filosofia, Matemática, Geografia e História, Ciências Sociais, Letras Clássicas, Letras Neolatinas, Letras Anglogermânicas e Pedagogia. Em 1964, foi agregada à Universidade Federal de Pernambuco. Hoje em dia, a FAFIRE é uma faculdade particular.



Câmara Municipal do Recife:
É o órgão legislativo do município do Recife.Composta por 37 vereadores é a maior casa legislativa municipal de Pernambuco.
Instalada dentro do quarteirão do Parque Treze de Maio, funciona desde 1962, abrigou antes, a Escola Normal do Recife, criada em 1864, a qual foi tranferiada, sob o nome de Instituto de Educação de Pernambuco (IPE).
Em 31 de agosto de 1951 denonominou-se Casa de José Mariano, referência ao ilustre líder abolicionista. Fechada na Revolução de 30, somente foi reaberta em 1936. novamente fechada em 37, com o novo golpe de estado promovido por Getúlio Vargas, reaberta em 47, com a redemocratização do país e a promulgação da Constituição de 1946, mais uma vez a autonomia municipal foi reconquistada, quando funcionou na Rua da Guia, no Bairro do Recife. A Câmara funcionou no prédio da antiga Cadeia ( hoje Arquivo Público) na Rua do Imperador, depois na praça 17 e na Praça da República.
Um painel de autoria de Adão Pinheiro, no saguão de entrada, ressaltando a figura do abolicionista José Mariano e sua mulher Olegarinha, mostra um cenário onde escravos cantam alegremente.



Assembléia Legislativa:
É o órgão de representação do Poder Legislativo através dos deputados estaduais do estado de Pernambuco. Está localizada na Rua da Aurora
Atualmente conta com 49 deputados estaduais eleitos pelo voto direto, sendo organizada em Plenário (órgão supremo), Mesa Diretora e Comissões.
Denominada de Palácio Joaquim Nabuco, a Assembléia Legislativa foi criada em 1834, substituindo o Conselho Geral e funcionou inicialmente no Forte dos Matos, Bairro do Recife, a partir de 1835.
Sua atual sede foi projetada pelo arquiteto pernambucano José Tibúrcio Pereira Magalhães e teve sua construção iniciada no começo da década de 1870. A inauguração ocorreu em 1º de março de 1875, com o prédio ainda inacabado. A obra só foi entregue definitivamente no dia 20 de janeiro de 1876.
O edifício possui um busto do patrono Joaquim Nabuco, parlamentar, orador e abolucionista, e quatro estátuas de mulheres em tamanho natural, que simbolizam a sabedoria, a jurisprudência, a justiça e a eloquência, estão localizadas na sala redonda onde se reunem os deputados.
Ao lado da Assembéia, o prédio do Ginásio Pernambucano, fundado como Liceu Provincial, com sua sede no Convento do Carmo. Educandário de muito prestígio no passado, por ele passaram grandes personalidaes de nossa história política e cultural.

Mercado da Boa Vista
Localizado na Rua de Santa Cruz, é um dos mais antigos mercados públicos em funcionamento no Recife, não se sabe ao certo a data de sua inauguração. Suas instalações, ou parte delas, serviu como estribaria e depois como cemitério da Igreja de Santa Cruz, tendo funcionado também, pelo menos para alguns pesquisadores, como Mercado de Escravos. Ficou desativado por vários anos, ocasião em que chegou a ser usado como depósito de ferro velho.
O mercado foi totalmente reformado e reinaugurado em 02 de dezembro de 1946. Antônio Pereira era o prefeito da cidade e Otávio Correia o governador de Pernambuco. Passaria por outras reformas em 1991 e 1994. possui 63 boxes, que comercializa cereais, verduras, frutas e legumes, carnes, aves e frios, além de ervas e armarinhos. Há nove bares, que servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar. A clientela é formada, principalemtne, por sindicalistas e políticos, que se deliciam com o famoso patinho cozido no feijão preto.
O Mercado Boa Vista atravessou os tempos e as mudanças sociais e continua como um ponto de encontro importante, não só dos moradores daquela como outras localidades, tanto é que acolhe um grupo de pessoas, há vários anos e que ainda hoje se encontra, semanalmente, no seu pátio interno, costume iniciado na década de setenta, como nos informa um dos integrantes da turma:
“em pleno ano de chumbo os livreiros e ditribuidores de livros, entre outras pessoas com idéias e objetivos comuns, passaram a se encontrar todos os sábados no Bar de Dona Maria (Madalena Alves), no Mercado da Boa Vista, onde não faltavam bebidas e comidas típicas, afim de fazrem uma avaliação da semana e baterem papo, tomando uns aperitivos onde se destaca uma bebida criadapelo distribuidor de livros Ludovíco Sontoro, com os seguintes ingredientes: pitú, anis estrelados e erva doce, é a bebida oficial do “Escitório” e apelidada de M.L (Mistura Ludovíco). Com o decorrer dos encontros, o grupo fo se consolidando, se organizando melhor, até que adotou um ponto rotineiro para as suas reuniões, em frente ao Bar de Dona Maria, hoje pertecente a “Amaro. Plantaram jambeiro que atualemente dá sombras às reuniões do grupo.”
Graças ao incentivo do Prefeito mais popular do Brasil, Sr. João Paulo Lima e Silva, o Mercado da Boa Vista foi incluso na Programação Oficial do Carnaval através da Fundação de Cultura com duas Manhãs de Sol, no domingo e na terça-feira de carnaval do ano de 2004. No final da tarde da terça-feira de carnaval foliões, permissionários, clientes em geral comentavam que o mercado não deveria ter apenas dois dias de folia já que o espaço era atrativo e o ambiente familiar sendo ótimas referêcias.
Logo o administrador do Mercado Sr. Ivan Severino foi procurado por um grupo de amigos, clientes frenquetadores, permissionários e repesentantes da Fundação de Cultura para juntos encontrarem uma maneira da brincadeira de carnaval não ficar apenas no domingo e na terça-feira. Sentados debaixo da Jambeiro começaram então a sugerir idéias, foi quando o administrador Sr Ivan com a permissionária Tereza Cristina do Buchadas Bar, box nº10 sugeriram realizar na quarta-feira de cinzas o Bacalhau do Mercado da Boa vista, em meio a propostas, a inevitável pergunta: se a Fundação de Cultura conseguiria trazer ao mercado uma orquestra de frevo para o dia sequinte, diante tantas festividades já programadas? A resposta veio do representante da Fundação de Cultura Sr manoel Constantino que com seus influentes conhecimentos e sua simpatia de folião dentro de meia hora conseguiu a resposta via celular de que a orquestra de frevo para o Mercado estava garantida para o tão esperado evento. Foi dai que o administrador realizou uma cota com alguns permissionários e comprou: bacalhau,tomate,pimentão e coentro, colocando-os na vara e ao som de muito frevo e gente bonita foi realizado assim o primeiro bacalhau do Mercado da Boa Vista. Daí em diante o mercado passou a ser divulgado por suas festividas culturais com enfase no mercado como Antologia das Águas dos organizadores Lourdes Nicácio e Silvia,Ricardo Japiassu Simões,Raphaela nicácio e também por outros meios de divulgação.




Igreja Matriz da Boa Vista

Em 1783 começou a ser construída, no início era capela e em 1805 foi elevada a matriz (principal igreja do bairro). Ficou pronta em 1884, demorando quase 105 anos para ficar totalmente pronta, pois suas torres foram construídas depois.
Foi fundada por uma irmandade, que é uma sociedade religiosa sem fins lucrativos.
As confrarias de Santa Cruz e a do Santíssimo Sacramento faziam parte da igreja de Santa Cruz, porém pelo grande desentendimento entre elas, a confraria do Santíssimo Sacramento comprou o terreno na Boa Vista e fundaram a capela.
A igreja possuía um cemitério que servia para ajudar no financeiro para a construção da igreja.
Ao lardo esquerdo da capela foi sepultado o bispo D. Thomaz de Noronha e Brito, falecido em 9 de junho de 1847, e Felippe Nery Ferreiro,um dos patriotas revolucionários de 1817.
Lá também funcionou um posto médico.
Em 1959 chegaram aqui os padres holandeses e trouxeram o movimento da adoração perpétua.
Com formosa fachada de cantaria de Lisboa, encontramos nas torres da igreja o galo, que representava o símbolo de poder dos portugueses.
O patrimônio declarou tombamento da igreja em 1938, e só teve uma reforma em 1971.
Hoje o presidente da igreja é uma mulher, que foi a primeira diretora mulher da igreja. Sua posse acontecerá no dia 31de maio de 2009.
Todo ano acontece a festa do corpo de Deus,que não tem data fixa pois depende da páscoa,que reúne centenas de fiéis.



Colégio Salesiano

Construído num sobrado na antiga Rua do Mondego,hoje Dom Bosco, o colégio Salesiano foi estabelecido no Recife em 1894,com o nome Liceu de artes e ofícios do santíssimo coração de Jesus.

Passaram por esta instituição de ensino passaram importantes figuras da história pernambucana, como o sociólogo Paulo Viana, criador da Noite dos Tambores Silenciosos e Barbosa Lima Sobrinho. Jornalista e ex-governador pernambucano



Colégio São José


O primeiro colégio de moças no nordeste.O colégio São José pertence à congregação das irmãs Dorotéia, fundada em Gênova,na Itália, por Paula Franssinetti em 1834.Em Recife foi fundado em 1866,quando aqui chegaram as primeiras Dorotéias.




Colégio Marista


Fundado em 1911 pelo irmão Paulo Bechmans com o nome de colégio da Imaculada Conceição,foi transferido para a Rua do Hospício em 1921 e para Avenida Conde da Boa Vista em 1924,com o nome de Colégio Marista do Recife. Atualmente desativado.




Teatro do Parque

Construído pelo comerciante português Bento de Aguiar, que investiu 200 contos de réis e entregou a decoração da casa aos pintores Henrique Elliot e Mário Nunes, o prédio do Teatro do Parque é todo em art-nouveau e foi cuidadosamente projetado para oferecer mais conforto ao público de uma cidade tropical. Em 24 de agosto de 1915, foi inaugurado com a apresentação da Companhia Portuguesa de Operetas e Revistas. Grandes companhias brasileiras passaram pelo palco do teatro, como as de Vicente Celestino e Alda Garrido, e as primeiras peças da parceria Samuel Campelo - Valdemar de Oliveira. Na época do cinema mudo, os filmes eram acompanhados por músicos que, depois, fizeram nome, como o maestro e compositor Nelson Ferreira.

O Parque fez parte, também, da consagração do cinema falado. De 1929 a 1959, o espaço foi arrendado ao grupo Luiz Severiano Ribeiro e lançava filmes da Disney e chanchadas brasileiras. Mas, graças à pressão da classe teatral, o prefeito Pelópidas da Silveira o desapropriou e promoveu uma reforma completa. A reinauguração aconteceu em 13 de setembro de 1959, com a peça Onde Canta o Sabiá, com direção de Hermilo Borba Filho. Em 1973, um convênio entre a gestão municipal e o Instituto Nacional de Cinema, o Parque foi transformado no primeiro cinema educativo permanente no Brasil.

Em 2002, já na gestão do prefeito João Paulo, o Parque teve o seu equipamento de cinema todo modernizado. Em 2006, a Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) comprou um novo equipamento de iluminação e o teatro também recebeu doação da Funarte. Ainda em 2006, foram trocadas as alcatifas das escadarias e em 2007, executado boa parte do Projeto do Sistema Contra Incêndio. Na Manutenção de 2008, foi trocado 40 % do madeiramento do palco, recuperada a Caixa D'água Superior e as Vitrines do Hall, entre outros melhoramentos. Segundo a gerente de Serviços do Teatro do Parque, Niziani Miotto, o local é um espaço de toda a sociedade recifence. Com seu charme e estilo, o Parque é um teatro almejado por todos devido a sua estrutura; totalmente climatizado, com novecentos lugares e uma ótima localização, tem uma programação eclética e cinema de qualidade a preço popular, afirma Niziani.

No verão, o Parque oferece em seu jardim o Projeto Intervalos, que proporciona uma interação do artista regional com o publico que transita em seus arredores. E apóia, também, os projetos Janeiro de Grandes Espetáculos, Todos Verão Teatro, Mostra Brasileira de Dança, Projeto Seis e Meia, entre outros.

O Teatro do Parque, hoje, abriga a Banda Sinfônica da Cidade do Recife e continua promovendo sessões de cinema a preços populares, iniciativa elogiada nacionalmente. Seu palco continua aberto às apresentações de artes cênicas e música, e o jardim e o hall abrigam exposições das mais diversas.




Teatro Valdemar de Oliveira

O Nosso Teatro, que seria construído pelo Teatro de Amadores de Pernambuco, teve obras iniciadas em dois locais diferentes, antes de sua localização final. Inicialmente, foi doado ao grupo o Teatro Almare, cujo terreno foi desapropriado pelo governo de Pernambuco para ali construir a Biblioteca Pública. Depois um prédio abandonado no bairro da Encruzilhada teria essa destinação, mas o intento não se realizou. Por fim, foi adquirida a casa 412 da Praça Oswaldo Cruz, onde foi erguido o teatro.

Com o nome de Nosso Teatro, foi inaugurado em 23 de maio de 1971 por Valdemar de Oliveira.

Com a morte do seu idealizador e criador, em 18 de abril de 1977, o grupo teatral, em sua homenagem, mudou seu nome para Teatro Valdemar de Oliveira no dia em que completava 6 anos, em 23 de maio de 1977.

Em 19 de outubro de 1980 um incêndio destruiu as instalações do teatro, que passou muito tempo para ser restaurado.

Ele foi totalmente reconstruído, sendo reinaugurado em 20 de dezembro de 1987.

O Teatro Valdemar de Oliveira, por sua vez, está localizado na Praça Osvaldo Cruz número 412, no bairro da Boa Vista, defronte da Sociedade Pernambucana de Medicina. Foi construído pela família Oliveira, possui quatrocentos (400) lugares e foi chamado, inicialmente, de Nosso Teatro. No salão do teatro nobre podem ser apreciadas duas telas de Murillo La Greca: um retrato do Conde da Boa Vista e um outro do engenheiro Louis Vauthier.

Em 23 de maio de 1971, o Teatro de Amadores passou a chamar o Nosso Teatro de Teatro Valdemar de Oliveira, como uma justa homenagem ao seu fundador. Além de médico e professor, Valdemar de Oliveira foi ainda advogado, higienista, musicólogo, escritor, diretor e crítico de arte.

Até hoje, o Teatro Valdemar de Oliveira mantém uma estrutura do tipo familiar. Nele, o ator não é tratado como um artifício em cena, mas como uma parte relevante do grupo. O trabalho do elenco, por sua vez, continua sendo filantrópico: todo o capital financeiro, depois de tiradas as despesas de custeio da montagem e o pagamento do pessoal fixo - secretárias, contra-regras, arquivo - é revertida para várias entidades sem fins lucrativos.




Cinema São Luíz

Em 06/09/1952 foi inaugurado o cinema São Luiz, na Rua da Aurora, completando o projeto de uma das mais complexas obras de arquitetura e engenharia da Cidade, que é o edifício Duarte Coelho, construído em local onde foi, até o final da guerra, uma grande igreja anglicana.

Ir ao cinema São Luiz, na década de 50, até meados dos anos 60, era quase que uma realização cerimonial, e requintada até, pois os homens eram 'obrigados' a trajar paletó e gravata.

O São Luiz fechou as portas em outubro de 2006. A boa notícia é que o cinema será reaberto no início de 2009 e será o principal espaço do projeto Estação Audiovisual de Pernambuco, que visa à criação de um complexo de divulgação da produção audiovisual, por meio da recuperação estrutural e modernização de equipamentos do Cine São Luiz, Cine-Teatro Arraial e Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mispe), todos localizados na Rua da Aurora.

Após a conclusão dos trabalhos, o lugar passará a comportar tanto a exibição audiovisual quanto a realização de atividades de capacitação e treinamento. Pretende-se, por exemplo, oferecer aos alunos das escolas públicas, durante o dia, oportunidades de acesso às projeções e, à noite, será a vez dos cinéfilos aproveitarem uma programação de qualidade a preços populares.

Além disso, o Governo acertou parceria com o Instituto Lula Cardoso Ayres para instalar a Cinemateca Pernambucana, a qual com contará, inicialmente, com os 3 mil títulos do acervo da entidade.



Parque Treze de Maio

Durante o governo do General Barbosa Lima (1892-1896), teve início a construção do Jardim 13 de Maio. Porém, somente por ocasião do III Congresso Eucarístico Nacional, que foi realizado no Recife, é que a Prefeitura decidiu melhorar o aspecto daquela campina abandonada, construindo no local, então, o Parque 13 de Maio. Vale ressaltar que isso ocorreu em decorrência da pressão de jornalistas, escritores e negociantes, sob o argumento de que os espaços verdes públicos contribuíam, não somente para a beleza das cidades, mas para a saúde e elevação espiritual dos indivíduos.
Cabe salientar que, apesar de não representar o mais antigo, o Parque 13 de Maio é o primeiro parque urbano histórico do Recife. Foi inaugurado como tal no dia 30 de agosto de 1939, medindo 6,9 hectares, situando-se em uma área bastante central da cidade. Nessa época, na produção artística do meio ambiente, já atuava Burle Marx, um dos mais célebres paisagistas do País, e que também elaborou o projeto dos primeiros jardins públicos do parque.
Ali, observa-se uma variada vegetação contendo árvores, ervas tropicais e arbustos. No parque foram plantados dendezeiros, palmeiras imperiais, palmeiras-leque, paus-brasil, flamboyants, acácias, fícus-benjamim, paus-d’arco, além de árvores frutíferas tais como jaqueiras, mangueiras, sapotizeiros, jambeiros, abacateiros e tantas outras.
Em seus postes de iluminação, vêem-se quimeras mitológicas: figuras com cabeça e busto de mulher, asas de águia e corpo de leão. Existem, ainda, equipamentos recreativos para crianças e adolescentes, tais como balanços e escorregos.
Na década de 1940, lá foi construído um restaurante tradicional - o Torre de Londres - que tinha o formato de uma torre e cuja cozinha era considerada como de boa qualidade. Esse restaurante foi posteriormente desativado. E, na década de 1950, uma quarta parte da área do parque foi utilizada para a edificação da Biblioteca Pública de Pernambuco, como ainda de quatro escolas públicas.
Na entrada do Parque, pode-se ler uma placa com os seguintes dizeres:
Este parque, cujo primeiro projeto data de 1865, foi construído em 1939, no governo de Agamenon Magalhães, pelo prefeito Novais Filho, para as solenidades do III Congresso Eucarístico Nacional.
Criados em bronze pelo artista Bibiano Silva, encontram-se também os bustos de Dantas Barreto (com um pedestal de pedra e uma espada colocada na vertical), e do historiador Francisco Augusto Pereira da Costa.
Em 1973 e 1976, ali foram empreendidas algumas reformas. Além de um mini zoológico, o Parque 13 de Maio recebeu duas esculturas em concreto, feitas por Abelardo da Hora: o vendedor de caldo-de-cana, e dois sertanejos nordestinos, sentados, tocando violão. E, nos anos 1980, por questão de segurança dos usuários e como medida de proteção contra o vandalismo que o Parque 13 de Maio vinha sofrendo, o local foi todo cercado por grades de ferro.
Cabe registrar por fim que, segundo a legislação municipal de 1979, o Parque 13 de Maio e a Faculdade de Direito foram declarados sítios de preservação histórica.



Biblioteca Pública do Estado

Foi criada durante a administração do Conde da Boa Vista, em 1841, mas só teve a sua inauguração, na sala de desenho do Liceu Pernambucano, no dia 5 de maio de 1852.

A biblioteca passou por várias mudanças, desde então. Ela foi instalada no Colégio das Artes (na Rua do Hospício), depois mudou-se para o convento do Carmo, em Olinda, e veio depois para um prédio situado na praça da República.

Em 1930, a biblioteca foi transferida para o prédio de número 371 da Rua do Imperador, onde, desde 1731, funcionava a Cadeia Nova, a segunda cadeia do Recife, e que, posteriormente, abrigou a sede do Senado da Câmara - o Fórum de Pernambuco.

Cabe registrar, a título de informação, que, na segunda cadeia do Recife, esteveram presos grandes patriotas brasileiros de 1817 e 1824, como o frade carmelita Joaquim do Amor Divino Caneca, conhecido como Frei Caneca. De lá, o frade foi levado pelas ruas do Recife, a pé, com destino ao Forte das Cinco Pontas, onde foi executado a tiros de arcabuz.
Em março de 1975, por não conseguir mais comportar os seus 70.000 volumes, a Biblioteca Pública mudaria novamente. Da Rua do Imperador, dessa vez, ela veio para um novo prédio situado no parque 13 de Maio, no bairro de Santo Amaro, local onde se encontra até o presente. No lugar da antiga biblioteca, instalou-se o Arquivo Público Estadual.

Desde 1975, a Biblioteca Pública passou a se chamar Biblioteca Estadual Presidente Castelo Branco. Hoje, o seu acervo conta com cerca de 100.000 livros, 15.000 folhetos, 430 mapas e 1.450 volumes de jornais, mas tem capacidade para abrigar 250.000 volumes.
Em se tratando de jornais, é possível se encontrar o Diario de Pernambuco desde o dia 15 de janeiro de 1828; o Jornal do Commercio, com exemplares anteriores à Revolução de 1930; e os primeiros exemplares dos jornais do Estado mais antigos surgidos em 1821, como Aurora Pernambucana, Segarrega, e Relator Verdadeiro.

No que se refere à seção de manuscritos, o acervo contém cartas e ordens régias, sesmarias, ofícios do Governo, patentes e atos de Câmaras Municipais desde a segunda metade do século XVII (época da Capitania ou Província). E, presentes na seção de raridades, existem livros raros, em suas edições originais, concernentes à História do Brasil colonial e à Geografia.

A Biblioteca possui seções de Coleções Especiais (periódicos, manuscritos, iconografia, obras raras), Referência, Atividades em Grupos, Extensão, Audiovisuais e Música, Biblioteca Circulante e Biblioteca Infantil.

Pela Biblioteca Estadual Presidente Castelo Branco passaram renomados pesquisadores e estudiosos, a exemplo de Gilberto Freyre, Pereira da Costa, José Antônio Gonsalves de Mello, Alfredo de Carvalho, Paulo Cavalcanti, entre outros expoentes da cultura brasileira.



Instituro Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano
Situado no edifício nº 130 da Rua do Hospício, depois de se instalar em vários pontos, o Instituto Arqueológico fundado em 1862, abriga o mais antigo Museu do Recife, com finalidade de divulgar e cultuar nossos heróis das revoluções de 1817 e 1824. seu acervo tem peças notáveis que traduzem a história de Pernambuco como o marco divisório originalda Capitania de Pernambuco com a de Itamaracá, canhões de bronze, mapas e plantas originais da época dos holandeses, painéis datados do século XVIII retratando a Batalha dos Guararapes, pinturas de vários personagens da história pernambucana, louças , porcelanas e mobiliário pernambucano dos séculos coloniais e do império, cerâmicas indíginas e mais um precioso arquivo de documentação histórica, além de uma rica biblioteca. É uma intituição aberta ao público para visitação e e pesquisa.




Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - Mamam
É criado pela prefeitura do Recife em 1997, com base na Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, ativa na cidade desde o início dos anos 1980. Ancorado no reconhecimento da galeria e de seu criador - o artista e designer Aloísio Magalhães (1927 - 1982) -, o Mamam abre as portas em edifício localizado na rua Aurora, 267, as margens do Rio Capibaribe. Seu objetivo primeiro é tornar-se um centro de referência das artes visuais brasileiras, sensível às possibilidades de diálogo entre as tradições da cidade e a visualidade contemporânea, fomentando também a produção local. Trata-se de tentar inserir a cidade do Recife no circuito artístico nacional e internacional, divulgando a produção pernambucana: pintores, gravadores, ceramistas, ateliês e movimentos coletivos.
O acervo do museu conta com cerca de 900 obras, entre elas, óleos de Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970); a série Cenas da Vida Brasileira, de João Câmara (1944); As Pastoras e Rainhas do Maracatu, ambas de 1930, de Lula Cardoso Ayres (1910 - 1987); Recordações, 1985, de Cicero Dias (1907 - 2003); série Meninos do Recife, de 1962, de Abelardo da Hora (1924); obras do próprio Aloísio Magalhães e de artistas não pernambucanos, como Carlos Fajardo (1941), Nelson Leirner (1932), Alex Flemming (1954). A partir de 2001, o acervo do museu é ampliado com doações de obras de artistas contemporâneos de todo o Brasil: Adriana Varejão (1964), Daniel Senise (1955), Ernesto Neto (1964), Sandra Cinto (1968), Vik Muniz (1961), entre outros.
O Mamam, com salas de exposições para mostras de longa e de curta duração, uma livraria e um auditório para 50 pessoas, mantêm um setor de arte-educação - responsável pelo treinamento de monitores, realização de debates e atividades para alunos da rede pública - e o Centro de Documentação e Biblioteca Pintora Lígia Celeste - formado por livros, catálogos, revistas e dossiês de artistas brasileiros em geral e pernambucanos, em particular. Entre as mostras realizadas nos últimos anos podem ser lembradas: em 2001, as de Cildo Meireles (1948), Geografia do Brasil; Vik Muniz, Ver é Crer, e Miguel Rio Branco (1946), Pele do Tempo; em 2002, as de Antonio Dias (1944), O País Inventado e Nelson Leirner, Adoração; em 2003, as de Ernesto Neto, Sandra Cinto e Carlos Fajardo; em 2004, a de Iberê Camargo (1914 - 1994); em 2005, a de Gilvan Samico (1928) e, em 2006, de Dora Longo Bahia (1961).
Em março de 2006, o museu abre nova unidade, no Pátio Histórico do Recife, no centro histórico, voltada preferencialmente para experimentações no campo das artes visuais. Trata-se de área de 200 metros quadrados, divididos entre o piso térreo da casa e um mezanino de estrutura metálica. Entre as atividades previstas para o Mamam do Pátio estão exposições diversas (incluindo performances), debates, publicações e práticas de pesquisa, estimuladas por residências artísticas de curta duração, e dessas práticas devem resultar oficinas, debates, mostras, performances. O projeto educador residente, por sua vez, convida especialistas em educação em museus para interagir com o setor educativo das exposições programadas.


Hospital Geral do Recife

A história do Hospital Geral do Recife inicia-se a 19 de julho de 1817, quando o então nomeado Governador da Província de Pernambuco – Capitão General LUIZ DO RÊGO BARRETO, criava o Hospital Militar, o qual funcionava modestamente ocupando dois pavimentos do Convento de Nossa Senhora do Carmo, junto à Igreja do mesmo nome, tendo sido nomeado o seu primeiro Diretor, o Físico-Mor Dr. JOAQUIM DE CARVALHO. Naquela ocasião foram transferidos para o novo nosocômio todos os doentes e enfermos militares que se encontravam nos hospitais civis São João e Olinda.

Em 07 de agosto de 1820, por Decreto Imperial , foram instituídos os Hospitais Militares do Brasil, entre eles, o Hospital Militar de Pernambuco, ligando-se permanentemente a História do Brasil pela sua atuação no atendimento aos feridos e enfermos dos diversos movimentos revolucionários, destacando-se a Convenção de Beberibe e a Revolução Praieira.

Transformado em Hospital Regimental pelo Decreto de 17 de fevereiro de 1832, ocupou no ano de 1833, suas novas instalações no Prédio vizinho à Igreja da Soledade, recebendo depois a honrosa denominação de Hospital de Guarnição da Corte, de acordo com o Decreto 397, de 25 de novembro de 1844.

Num terreno situado aos fundos do Quartel do Hospício foi construído o Edifício-Sede do Hospital com a frente para a Rua Gervásio Pires, aspiração que se tornou realidade graça ao empenho pessoal do então Ministro da Guerra PEDRO DE ALCANTARA BELLGARDE, o Marquês do Paraná. As obras foram iniciadas em 19 de dezembro de 1854 e concluídas em 1858, pelo Maj Eng J.J. RODRIGUES LOPES. A ocupação das instalações foi realizada no ano de 1859. Em 1872 voltou a denominar-se novamente Hospital Militar de Pernambuco, de acordo com a Portaria de 13 de dezembro de 1871.

Com a Proclamação da República passou a chamar-se de Hospital Militar do Recife-2ª classe, de acordo com o Decreto 307, de 07 de abril de 1890. Foi elevado a Hospital Militar do Recife-1ª classe, pelo Decreto-Lei nº 4032, de 19 de janeiro de 1942.

Finalmente, pela Portaria Ministerial nº 284, de 08 de julho de 1953 (BE nº 28, de 11 de julho de 1953), passou a ter a denominação atual de HOSPITAL GERAL DO RECIFE (HGe R).

Um marco histórico na História do H Ge R deu-se no dia 21 de agosto de 1989, quando o mesmo foi ampliado. Atendendo estudo e proposta do então Diretor, Cel Med QEMA SEVERINO RAMOS DE OLIVEIRA, o Exmo Sr. Gen-Div AMAURY SÁ FREIRE DE LIMA, Cmt 7ª RM-7ª DE, autorizou a ocupação das instalações do Quartel-General do Comando da 7ª Região Militar e 7ª Divisão de Exército, que fora transferido para os pavilhões do antigo Colégio Militar do Recife, conforme Boletim Regional nº 139, de 26 de julho de 1989 e Boletim Especial nº 03, de 21 de agosto de 1989, do H Ge R. Desde então,o Plano Diretor de Modernização e redimensionamento de suas instalações vem recebendo apoio de todas as direções, chefias, comandos e dos altos escalões do Exército Brasileiro.





CONCLUSÃO
Boa Vista por ser um bairro no centro do Recife, hoje, muitas pessoas transitam por ele em busca de serviços, do comércio abundante, do movimento intenso que caracteriza as ruas e avenidas do bairro. E é decorrente a esses critérios que milhares de pessoas passam diariamente por ele sem atribuir tamanha importância em sua riqueza histórica e cultural.
Depois de analisarmos todos os pontos abordados é percpitivel que o bairro da Boa Vista tem muita história para mostrar, algumas vivas outras não, por isso há importância à preservação do bairro, restauraando de maneira que não aniquile seu caráter original.









REFERÊNCIAS

• http://www.recife.pe.gov.br

• http://www.fundaj.gov.br/

• http://www.itaucultural.org.br

• http://www.hger.com.br/

• O Recife e seus bairros, Carlos Bezerra Cavalcanti

• Trilhas do Recife:Guia turístico,histórico e cultural. João Braga

• Arruando pelo Recife, Leonardo Dantas Silva

• O Recife, um 'presente' do 'passado'. Carlos Bezerra Cavalcanti

Entrevistados:
• Ivan Severino, responsável pela administração do Mercado da Boa Vista, desde 15 de março de 2001
• Graciliano, sacristão da Igreja Matriz da Boa Vista

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